Arrependimento tardio
maio 15th, 2011 § 1 Comentário
I
Divaguei sobre aquele nada
Olhei e beijei a vil fada
Depois daquele e desse ato
Obviamente estava sconcertato
O embaralhar de varizes
Trouxe-me uns arranhões
Deixou-me cicatrizes
Senti-me em furacões
Liquidificador sonhador
Fez-me de objeto outra vez
Forja e expande minha dor
Me obrigo agora a um sorriso cortês
II
Agora me vem fel
Ela já não é mais fada
E eu para ela ainda sou nada
Me resta mirar em sua madeixa, o véu.
Parabéns nobre cavalheiro!
Sou apenas uma agulha no palheiro…
Tão ofuscado quanto esse piso
Ocorre agora a morte de meu riso
Uomo
09 de maio de 2011
A primeira tentativa
novembro 26th, 2010 § Deixe um comentário
Apenas um (quase) soneto
Quando a arte se canta.
O nevoeiro vem.
Se pensa em tudo que tem.
O subliminar se levanta.
Procura luz.
Na noite silenciosa.
Sonora, serena, tortuosa.
O tudo se introduz.
O nada se esvai.
O vazio, dilacerado.
A branca pétala cai.
O mundo está parado.
E incessante vai.
Amargurado.
………………………..Estela Janine
