Renove

abril 21st, 2011 § 1 Comentário

Mesmice
A repetição é o assassinato das ideias.

Inovação
Assassinar a mesmice é criar possiblidades à melhorias.

Estela Janine

¿ɐpıʇɹǝʌuı ǝpɐpǝıɔos

março 6th, 2011 § 1 Comentário

Por que enquanto duas crianças estão jogadas na calçada, desumanos passam em carros importados pela avenida e nem reparam a presenças delas, outros ainda, olham com semblantes enojados?

Por que um chefe explora seu empregado o máximo possível, para aumentar os zeros de sua conta que já são muitos, enquanto esse mesmo empregado vê seus filhos chorarem por comida? Trabalhamos para abastecer quem, nós mesmos ou quem nos comanda? Trabalhamos por nós ou por eles? Cansamos-nos por nós ou por eles?

Por que os professores não são mais mestres? E por que mesmo os que não conseguem ser já não são mais respeitados nem pelo belo ato de tentar lecionar? Por que o conhecimento passou a ser um martírio? Por que as pessoas aprenderam a fugir das perguntas? Por que o medo de estar errado se tornou maior do que a vontade de se expressar, tirar dúvidas, corrigir?

Quanto falta para aumentarmos extraordinariamente nossa tecnologia? E a que passo andamos de acompanhar do mesmo modo extraordinário a evolução da mente humana?

O que fazemos para tentar consertar os estragos causados à natureza, mesmo depois dos avanços adquiridos nos conhecimentos científicos que trouxe-nos consciência desses estragos?

Que caminho seguimos? O da justiça? Da injustiça? Mas o que é justo? E por que a justiça não parece ser igual para todos ou funcionar em todas as ocasiões? Por que uns tornam-se cegos e desenfreados a ponto de aceitarem suborno para inocentar pessoas depravadas e selvagens?

Por onde andamos? Em que estamos pisando? Sobre quais pegadas invisíveis estamos passando? O que os causadores de tais pegadas fizeram de sua vida? Qual parte da história eles construíram? Qual participação silenciosa eles têm em nossa vida, mesmo que tenha vivido a anos atrás? Quanto nos importamos com isso?

O que estamos fazendo aqui? O que estamos fazendo para nós mesmos? E para quem está próximo a nós? Para quem não está? Para quem sofre? Para quem só precisa de um sorriso ou um abraço? O que estamos fazendo?

O que fomos? O que somos? No que nos transformamos? O quanto ciente estamos do que nos passou e passa? Quanto nós sabemos? Quanto ignoramos mesmo sabendo? Quanto nos conformamos?

Estela Janine

Mentiras

janeiro 25th, 2011 § 1 Comentário

A verdade é o concreto, o incerto. É o que sei, o que procuro descobrir.
É o que se vive, o que se idealiza.
É o oposto da mentira, mas não existe sem ela,
ao mesmo tempo que dela independe.
É o que se quer, do que se foge.
A verdade está aqui e inexiste.
É a causa, a cura.
É o começo, o fim.
O fato.

Mas a minha verdade, não é a sua;
Se eu ver isso e seus sentidos disserem-lhe aquilo?
Algum de nós estaria mentindo?
Seria apenas interpretações.

Estela Janine

A felicidade, desesperadamente – André Comte-Sponville

outubro 2nd, 2010 § Deixe um comentário

Breve comentário sobre o que absorvi por achar importante do livro: A felicidade, desesperadamente. De André Comte-Sponville.

  • A felicidade não é ter o que se quer, mas querer o que se tem, sem deixar de buscar melhoria.
    • A felicidade não é apenas desejo, que realizado que torna-se tédio, é a vivência da realização do desejo.
  • O amor é alegria.
  • A sabedoria consiste em viver em verdade não deixando de melhorar ou mudar o que estiver ao alcance.
  • A filosofia consiste em lidar com a verdade em busca da felicidade.

Estela Janine

A (des)humanidade

setembro 5th, 2010 § 2 Comentários

O céu está límpido, esbanjando um hipnotizante tom claro de azul.

Manchas pretas começam a surgir sobre o céu, e como consequência, gotas vermelhas inundaram a paisagem.

E como se tornou praxe, começaram a aparecer manchas violetas, aos poucos, e a quantidade foi aumentando e preenchendo muitos espaços, até os já ocupados por outras cores. E o violeta sendo uma cor tão intensa naquele céu, acarretou o aparecimento do cinza que chegou tampando quase tudo com sua maldade.

Um suspiro, um alívio, um sorriso, começava momentos brancos sobrepondo a desordem, mas essa cor vinha tímida, lenta, e com ela tentava mostrar novamente o estonteante azul daquele maravilhoso céu.

Estela Janine

Camuflados pela face (social)

fevereiro 25th, 2010 § Deixe um comentário

Por vezes questiono-me sobre o que é a normalidade no século XXI.
Apesar de ter mente aberta para muitas coisas e ser demasiadamente tolerante sobre escolhas alheias. Existe conceitos dos quais muito discordo.

Entristece-me e incomoda-me a classificação sobre insanidade mental.
A visão de “loucos” hoje em dia, geralmente, é atribuída à pacientes de hospitais psiquiátricos, ou semelhantes. Intriga-me o porquê das pessoas que se consideram normais e tanto julgam, não analisarem a essência desses pacientes, e não compará-las as essências de si próprio ou de algum ídolo artístico.

Em minha opinião, a maioria das pessoas consideradas normais é que são os verdadeiros insanos. Não há mais vivência, apenas sobrevivência, as pessoas se mantém vivas, mas não vivem realmente, e isso é horrível. A sociedade é um sistema onde cada pessoa é apenas uma peça de um jogo. No jogo da vida real, os mais afortunados usam os fracos. Na mentalidade dos que – realmente – pensam, os fracos deveriam ser amparados.

Estela Janine

Onde estou?

You are currently browsing the Reflexão filosófica category at Insanidades Mentais.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.