Renove
abril 21st, 2011 § 1 Comentário
Mesmice
A repetição é o assassinato das ideias.
Inovação
Assassinar a mesmice é criar possiblidades à melhorias.
Estela Janine
A esfera áurea
abril 21st, 2011 § Deixe um comentário

Contempando flutuantes cores;
Sentindo gloriosos sons;
Insanidades pairam,
alastram-se, transbordam,
e se fazem intragáveis.
Talvez os bípedes
com suas sanidades tilintantes
coexistissem sem noção do que os circundavam.
Mas os seres incomuns, a sua volta -
e comuns entre si -,
os observavam e atordoavam-se.
No fim, por insanos que são
desliguaram-se dos outros
e reconectaram-se
com o que não se vê, nem se toca
mas se sente, plenamente.
Estela Janine -
19 de abril de 2011
Coisas que eu sei – Danni Carlos (composição: Dudu Falcão)
abril 21st, 2011 § Deixe um comentário
Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração…
Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play…
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação…
Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei…
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei…
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei…
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim…
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia…
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia…
Agora eu sei…
Agora eu sei…
Agora eu sei…
Ah! Ah! Agora eu sei…
Ah! Ah! Agora eu sei…
Ah! Ah! Agora eu sei…
Ah! Ah! Eu sei!
Essa música - na parte sem traçado – assemelha-se a mim.
A humanidade em escombros mentais
março 12th, 2011 § Deixe um comentário
Paz e descanso aos que moram ou moraram sobre o círculo de fogo. Aos que se viram engolidos por aquela mesma água que antes deve ter-lhes servido de tanto proveito. Aos que sentiram-se perdendo o chão literalmente.
Espero que as vítimas agora estejam em paz, que suas almas estejam resguardadas.
Que esse acontecimento no Japão sirva de exemplo – de uma vez por todas, já que tantos outros não serviram tanto – de que dependemos do planeta e que ao invés de agradecê-lo e cuidá-lo, só sabemos fazer destruí-lo desmedidamente, que abra os olhos e coração da humanidade para ver que nosso planeta Terra pode nos digerir em água ou em o que mais quiser e principalmente que toda sua grandeza e esplendor precisam ser respeitados, já.
Gostaria que não fosse somente utópico meu desejo de que toda aquela solidariedade – ou medo – permanecesse daqui em diante, não só quando catástrofes acontecem.
E tenho fé de que a sabedoria japonesa – que admiro, mesmo pouco conhecendo – irá restabelecer-se mais uma vez. Que o povo fortalecer-se-á.
PS: Observando o lado científico da situação atual do mundo, não é tão somente culpa dos seres humanos as mudanças físicas de nosso planeta. Mas que a Terra está mais uma vez passando por uma de suas fases, ou Eras, e algumas mudanças são um tanto quanto inevitáveis. Por outro lado não posso deixar de reclamar o lado culposo de nossas ações, liberando hoje, por exemplo, poluentes absorvidos a bilhões de anos atrás. Então não consigo ver-nos como os mocinhos da história, que estão correndo perigo, e sim como os vilões que estão desgastando as colunas que sustentam o teto que os abrigam.
Estela Janine
“Nem toda brasileira é bunda” R.L.
março 9th, 2011 § 1 Comentário
A ignorância é tão intensa na sociedade que tornou-se preconceito. As pessoas cegaram-se com ideologias absurdas, algumas acham-se melhores que outras e criticam-nas. Mas quem somos para julgar alguém ou para acharmo-nos melhores que qualquer um que seja? Não nos cabe julgar ninguém, cada um tem sua história, sua realidade, suas necessidades e não importa qual sejam suas escolhas ou então qual seja o rumo que tomaram, mesmo sem ter escolhido-o, elas são tão humanas ou até mais do que os que julgam-nas, criticam-nas.
Tem-se o fatal erro de generalizá-las, como se fossem todas iguais e pudessem ser comparadas e classificadas. Já dizia Rita Lee, “Nem toda brasileira é bunda”. Pois digo eu que nem todo mendigo é marginal, nem toda garota de programa é vulgar e a maioria não escolheu estar lá, nem todas as pessoas que não são heterossexuais escolheram isso ou querem apenas mostrar-se, aparecer ou “pegar geral”, nem todos os presos são culpados e muitos deles não sabiam que podiam ter outra opção ou realmente não tiveram-na.
As coisas não são apenas o que aparentam, acho uma idiotice pensar que em um grupo as pessoas são iguais ou pensam igualmente, elas podem ter algo ou algumas coisas em comum, mas a mente humana é complexa demais para se assemelhar completamente a outra. Cada pessoa é única, por mais semelhante que possa ser a outra(s).
Estela Janine
Hoje
março 8th, 2011 § Deixe um comentário
O ventre dá vida.
A mão, carinho.
O olhar, acolhimento.
O abraço, alento.
O colo, segurança.
As palavras, conhecimento.
O sorriso, satisfação.
Mulheres dão a vida, pela vida.
Estela Janine
Mudanças
março 8th, 2011 § Deixe um comentário
“A ruína é um presente, a ruína é a estrada para a transformação” L. – C.R.A.
Minha taciturna
março 7th, 2011 § Deixe um comentário
Só o que vejo
por estes caminhos tortuosos
são teus passos vacilantes
a hesitarem nosso encontro.
Teu olhar sobre meu olhar
aviva minha alma.
Mas vejo em tua face
um ar sombrio que preocupa-me
e tu pareces temer
não sei se a mim ou a ti mesma.
Estela Janine
¿ɐpıʇɹǝʌuı ǝpɐpǝıɔos
março 6th, 2011 § 1 Comentário
Por que enquanto duas crianças estão jogadas na calçada, desumanos passam em carros importados pela avenida e nem reparam a presenças delas, outros ainda, olham com semblantes enojados?
Por que um chefe explora seu empregado o máximo possível, para aumentar os zeros de sua conta que já são muitos, enquanto esse mesmo empregado vê seus filhos chorarem por comida? Trabalhamos para abastecer quem, nós mesmos ou quem nos comanda? Trabalhamos por nós ou por eles? Cansamos-nos por nós ou por eles?
Por que os professores não são mais mestres? E por que mesmo os que não conseguem ser já não são mais respeitados nem pelo belo ato de tentar lecionar? Por que o conhecimento passou a ser um martírio? Por que as pessoas aprenderam a fugir das perguntas? Por que o medo de estar errado se tornou maior do que a vontade de se expressar, tirar dúvidas, corrigir?
Quanto falta para aumentarmos extraordinariamente nossa tecnologia? E a que passo andamos de acompanhar do mesmo modo extraordinário a evolução da mente humana?
O que fazemos para tentar consertar os estragos causados à natureza, mesmo depois dos avanços adquiridos nos conhecimentos científicos que trouxe-nos consciência desses estragos?
Que caminho seguimos? O da justiça? Da injustiça? Mas o que é justo? E por que a justiça não parece ser igual para todos ou funcionar em todas as ocasiões? Por que uns tornam-se cegos e desenfreados a ponto de aceitarem suborno para inocentar pessoas depravadas e selvagens?
Por onde andamos? Em que estamos pisando? Sobre quais pegadas invisíveis estamos passando? O que os causadores de tais pegadas fizeram de sua vida? Qual parte da história eles construíram? Qual participação silenciosa eles têm em nossa vida, mesmo que tenha vivido a anos atrás? Quanto nos importamos com isso?
O que estamos fazendo aqui? O que estamos fazendo para nós mesmos? E para quem está próximo a nós? Para quem não está? Para quem sofre? Para quem só precisa de um sorriso ou um abraço? O que estamos fazendo?
O que fomos? O que somos? No que nos transformamos? O quanto ciente estamos do que nos passou e passa? Quanto nós sabemos? Quanto ignoramos mesmo sabendo? Quanto nos conformamos?
Estela Janine
